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https://dai.ly/kGt3OQfR9BcSsvzPAmC Amargando a decadência do modelo de produção que o consagrou na Boca, no final de 1985 David Cardoso dirigiu e atuou -- como entrevistador -- em um inacreditável filme-jabuticaba (fenômeno só possível no Brasil) chamado “Estou Com Aids”. Misto de ficção e reportagem, revisto e reavaliado nos oferece um verdadeiro tratado sociológico de como a doença era encarada (e mitificada) no país em meados da década de 80. Sensacionalismo, preconceito e ignorância dão a tônica, embora David, coerente com sua linguagem e ambição popular -- críticos mal humorados diriam popularesca -- tente ser o mais neutro e respeitoso possível. Acontece que o meio onde se enfia é um pântano: entrevistar “personalidades” e transeuntes na rua, deixá-los falar à vontade. Ilustra os depoimentos com vinhetas e encenações de reportagens publicadas na grande imprensa, como a histórica capa da Veja de 14 de agosto de 1985. Os créditos surpreendem com um vaticínio: “Htl...
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